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Venezuelanos decidem hoje futuro do socialismo de Chávez
de Caracas
Diego Junqueira
“Dois de dezembro será o dia mais importante da revolução, quando faremos a revolução dentro da revolução”. Ante as palavras de seu mandatário, os venezuelanos irão se medir nas urnas, hoje, para decidirem o destino da reforma constitucional proposta pelo presidente Hugo Chávez. Mais do que votar “Sí” ou “No” aos 69 artigos, os venezuelanos determinarão neste domingo se avançam ou se travam a revolução bolivariana no país.
As eleições na Venezuela não são obrigatórias. Vota quem quiser, desde que tenha dezesseis anos e esteja inscrito pelo poder eleitoral. De acordo com as leis do país, as pesquisas de intenção de voto são permitidas até uma semana antes do escrutínio, além de também serem proibidas as pesquisas de boca de urna.
Semana passada, quando foram apresentadas as últimas sondagens, ambos lados da campanha festejaram, já que algumas pesquisas traziam a vitória do “Sí” e outras a do “No”. A semana transcorreu com a convicção no triunfo para os dois blocos, recheada de marchas e discursos que levaram milhares de venezuelanos às ruas. Neste cenário, o que pode definir o resultado de hoje é a porcentagem de abstenções.
Com uma população de 26 milhões de pessoas, e em sua maioria jovem, estão aptos para votar na Venezuela cerca de 15,8 milhões de cidadãos. Ano passado, quando ocorreram eleições presidenciais, a abstenção foi de 25% (4 milhões de eleitores). Chávez foi reeleito com mais de 7 milhões de votos, ou 63% dos que foram às urnas. Durantes os últimos dias da atual campanha, se por um lado o bloco do “Sí” mostrava-se seguro da vitória, o bloco do “No” pedia insistentemente para os venezuelanos exercerem o direito ao voto.
Geometria do poder
A oposição ao governo acusa o presidente de impulsionar o projeto para se manter à frente do governo por um largo período de tempo. Chávez disse na sexta-feira que 2020 seria um “bom ano para entregar o poder, mas somente se a revolução estiver consolidada”. Se aprovada hoje, a reforma legalizará uma série de poderes nas mãos do mandatário venezuelano. Além da reeleição indefinida, serão institucionalizadas, por exemplo, as províncias federais.
No começo dessa semana, Chávez esteve pela campanha do referendo nos estados andinos do país, onde afirmou que criará, a partir da nova constituição, a Província dos Andes, abarcando os estados Táchira, Mérida e Trujillo. No novo cenário administrativo do país, isso significaria que os cidadãos desses estados continuariam elegendo seus governadores, mas, criada a Província, o presidente determinaria um vice-presidente da República para a região. Em distintos discursos Chávez afirmou que todo o território nacional necessitaria de seis ou sete vice-presidentes.
Esse seria o mesmo cenário de um futuro Distrito Federal. Caracas, a capital do país, é composta hoje por cinco municípios, distribuídos em dois estados. Existe ainda a figura da Prefeitura Maior, que abarca os cinco municípios e cujo prefeito é eleito pelo voto. De acordo com a reforma, em substituição da Prefeitura Maior será criado o Distrito Federal, cujo governador determinará o presidente da República, “por se tratar de assunto do poder nacional”, argumenta Chávez.
Chavismo
Além desses artigos, a reforma constitucional também propõe diversas mudanças de caráter social. O mais divulgado pelo governo refere-se à redução na jornada de trabalho, que cairia de oito a seis horas diárias para os trabalhadores promoverem seu desenvolvimento pessoal. Ou então o artigo da segurança social para trabalhadores independentes, a proibição de latifúndios e monopólios e a segurança à moradia. De acordo com este artigo, uma família que não possa pagar o aluguel ou as prestações de sua residência, não poderá ser expulsa dela se provar que essa é a “moradia principal” da família.
Foram medidas como essas que construíram a popularidade de Chávez entre os venezuelanos, sobretudo entre a população mais carente do país. Para Alexandra León, de 31 anos, casada e com um filho, sua vida mudou depois que Chávez chegou ao poder. Moradora do município Baruta, em Caracas, León afirma que antes do atual governo não tinha as mesmas oportunidades de agora. “Na nossa comunidade temos um médico que está aí sempre, ele vive com a gente, é nosso vizinho. Além disso, com a Missão Mercal eu encontro os produtos que eu preciso e por um preço mais baixo do que o regulado pelo governo”. León também participa da Missão Sucre, que por meio da Universidade Bolivariana da Venezuela espalhou “aldeias universitárias” pelo país.
De acordo com o doutor em Ciências Políticas, Ángel Vicente de Castro, a experiência de Chávez, após oito anos, não solucionou os problemas do país. Com relação à reforma, Castro se pergunta “por que os venezuelanos devem assumir o risco de pôr nas mãos de um só homem as decisões de uma sociedade pluralista?” Para convencer seus partidários, o governo construiu sua campanha do referendo dando mais importância à figura do presidente que ao conteúdo do projeto. Há cerca de dez dias, Chávez disse que, se perdesse hoje, “procuraria um substituto”.
Para Guillermo Leal, analista de sistemas do metrô de Caracas, e porta-voz de Comunicação do Conselho Comunal de sua comunidade, situada em Los Teques, a uma hora da capital, o presidente Chávez interpreta os desejos de toda a população. “Nós o apoiamos porque temos grande confiança em seu trabalho. Ele não vai fazer nada para prejudicar o povo venezuelano, por isso estamos com o ´Si´”, garante Leal. Apesar do discurso, ele afirma que o apoio a Chávez não é irrestrito, e que sairiam para protestar contra o presidente se “ele caminhasse ao capitalismo”.
Antes da chegada de Chávez ao poder, Leal era militante do Partido Comunista da Venezuela. Ele diz que não há motivo para a oposição venezuelana abandonar o país, como os próprios opositores expressam. “Naquela época éramos minoria e tínhamos de acatar as leis deles. Hoje nós somos maioria. O povo escolheu o caminho ao socialismo. E eles terão de respeitar as nossas leis”, concluiu Leal.
O presidente declarou que o Estado venezuelano construiria o “socialismo do século XXI” somente após as eleições presidenciais que o elegeram em 3 de dezembro do ano passado. Foi em janeiro deste ano, durante o discurso de posse, que Chávez anunciou o lema que hoje é repetido por seus partidários e dentro dos quartéis do país: “Pátria, socialismo ou morte”.
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
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REVOLUÇÃO QUILOMBOLIVARIANA !
Manifesto em solidariedade, liberdade e desenvolvimento dos povos afro-ameríndio latinos, no dia 01 de maio dia do trabalhador foi lançado o manifesto da Revolução Quilombolivariana fruto de inúmeras discussões que questionavam a situação dos negros, índios da América Latina, que apesar de estarmos no 3º milênio em pleno avanço tecnológico, o nosso coletivo se encontra a margem e marginalizados de todos de todos os benefícios da sociedade capitalista euro-americano, que em pese que esse grupo de países a pirâmide do topo da sociedade mundial e que ditam o que e certo e o que é errado, determinando as linhas de comportamento dos povos comandando pelo imperialismo norte-americano, que decide quem é do bem e quem do mal, quem é aliado e quem é inimigo, sendo que essas diretrizes da colonização do 3º Mundo, Ásia, África e em nosso caso América Latina, tendo como exemplo o nosso Brasil, que alias é uma força de expressão, pois quem nos domina é a elite associada a elite mundial, é de conhecimento que no Brasil que hoje nos temos mais de 30 bilionários, sendo que a alguns destes dessas fortunas foram formadas como um passe de mágica em menos de trinta anos, e até casos de em menos de 10 anos, sendo que algumas dessas fortunas vieram do tempo da escravidão, e outras pessoas que fugidas do nazismo que vieram para cá sem nada, e hoje são donos deste país, ocupando posições estratégicas na sociedade civil e pública, tomando para si todos os canais de comunicação uma das mais perversas mediáticas do Mundo. A exclusão dos negros e a usurpação das terras indígenas criou-se mais e 100 milhões de brasileiros sendo estes afro-ameríndio descendentes vivendo num patamar de escravidão, vivendo no desemprego e no subemprego com um dos piores salários mínimos do Mundo, e milhões vivendo abaixo da linha de pobreza, sendo as maiores vitimas da violência social, o sucateamento da saúde publica e o péssimo sistema de ensino, onde milhões de alunos tem dificuldades de uma simples soma ou leitura, dando argumentos demagógicos de sustentação a vários políticos que o problema do Brasil e a educação, sendo que na realidade o problema do Brasil são as péssimas condições de vida das dezenas de milhões dos excluídos e alienados pelo sistema capitalista oligárquico que faz da elite do Brasil tão poderosas quantos as do 1º Mundo. É inadmissível o salário dos professores, dos assistentes de saúde, até mesmo da policia e os trabalhadores de uma forma geral, vemos o surrealismo de dezenas de salários pagos pelos sistemas de televisão Globo, SBT e outros aos seus artistas, jornalistas, apresentadores e diretores e etc.
Manifesto da Revolução Quilombolivariana vem ocupar os nossos direito e anseios com os movimentos negros afro-ameríndios e simpatizantes para a grande tomada da conscientização que este país e os países irmãos não podem mais viver no inferno, sustentando o paraíso da elite dominante este manifesto Quilombolivariano é a unificação e redenção dos ideais do grande líder zumbi do Quilombo dos Palmares a 1º Republica feita por negros e índios iguais, sentimento este do grande líder libertador e construí dor Simon Bolívar que em sua luta de liberdade e justiça das Américas se tornou um mártir vivo dentro desses ideais e princípios vamos lutar pelos nossos direitos e resgatar a história do nossos heróis mártires como Che Guevara, o Gigante Oswaldão líder da Guerrilha do Araguaia. São dezenas de histórias que o Imperialismo e Ditadura esconderam.Há mais de 160 anos houve o Massacre de Porongos os lanceiros negros da Farroupilha o que aconteceu com as mulheres da praça de 1º de maio? O que aconteceu com diversos povos indígenas da nossa América Latina, o que aconteceu com tantos homens e mulheres que foram martirizados, por desejarem liberdade e justiça? Existem muitas barreiras uma ocultas e outras declaradamente que nos excluem dos conhecimentos gerais infelizmente o negro brasileiro não conhece a riqueza cultural social de um irmão Colombiano, Uruguaio, Venezuelano, Argentino, Porto-Riquenho ou Cubano. Há uma presença física e espiritual em nossa história os mesmos que nos cerceiam de nossos valores são os mesmos que atacam os estadistas Hugo Chávez e Evo Morales Ayma , não admitem que esses lideres de origem nativa e afro-descendente busquem e tomem a autonomia para seus iguais, são esses mesmos que no discriminam e que nos oprime de nossa liberdade de nossas expressões que não seculares, e sim milenares. Neste 1º de maio de diversas capitais e centenas de cidades e milhares de pessoas em sua maioria jovem afro-ameríndio descendente e simpatizante leram o manifesto Revolução Quilombolivariana e bradaram Viva a,Viva Simon Bolívar Viva Zumbi, Viva Che, Viva Martin Luther King, Viva Oswaldão, Viva Mandela, Viva Chávez, Viva Evo Ayma, Viva a União dos Povos Latinos afro-ameríndios, Viva 1º de maio, Viva os Trabalhadores e Trabalhadoras dos Brasil e de todos os povos irmanados
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